A verdade é que há muito que não sentia nada que me deixasse tão feliz.
A começar pelos abraços que me fizeram sentir protegida por ti, depois o teu suave toque no meu corpo, os teus beijos, até as nossas mãos entrelaçadas me deram um conforto inigualável.
A forma natural como tudo aconteceu, aqueles segundos de respiração que serviram de pressagio para um beijo que parecia certo de acontecer ou apertar-te simplesmente a roupa só para de alguma forma libertar tudo o que estava a sentir.
A verdade é que já por algumas vezes me tinha passado pela cabeça que acontecesse, mas além me estar a mentalizar a mim própria de que não queria me magoar mais, tinha a noção de que seria impossível.
Quantas vezes ainda penso para mim "isto não é real, não está a acontecer".
Sinto-me nas nuvens como se conseguisse flutuar nos meus proprios pensamentos.
Receber uma mensagem tua e sorrir de uma forma absurda, deitar-me e fechar os olhos e só me lembrar de ti.
Quantas vezes já me perguntei se estás a sentir o mesmo que eu?
Estava francamente à espera de ser mais uma, uma a mais na lista, uma com quem tinhas tido qualquer coisa sem importância.
Até que vejo que gostas-te tanto como eu, que sentis-te a mesma segurança que eu, que queres tanto voltar a repetir como eu.
Falas-te de me voltar a ver.
Falas-te da forma como mexo contigo.
E sabes que mais?
Ainda me arrepio de cada vez que fecho os olhos e recordo.
Constatemente sinto um medo enorme que te arrependas do que aconteceu, que decidas que não me queres mais.
A verdade é que há muito tempo que o meu coração não batia de forma tão intensa, há muito tempo que não pensava numa pessoa que me fizesse tão bem antes de dormir.
Pergunta-me o que sinto, eu não te posso responder, digo apenas que "não sei".
Um “não sei” que é algo muito semelhante a um: gostar verdadeiro, um gostar intenso, um gostar com vontade para mais, um gostar com medo.
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